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sábado, 20 de junho de 2015

Por que Deus destruiu Sodoma e Gomorra?


Um texto clássico utilizado como prova de condenação bíblica à Sodoma e Gomorra encontra-se também em Gêneses.

Qual motivo levou Deus a destruir uma cidade inteira?
Vamos para uma visão litúrgica do Gêneses 18,23-33; 19,1-25.
Usaremos alguns dos princípios encontrados na lógica, aliada ao exame minucioso do texto lido quanto a historia e cultura:
1- Quem eram os Habitantes de Sodoma?
Eram Cananeus. Gn. 10,19
2- O que a Bíblia nos revela sobre eles?
Conhecido por suas praticas pagãs incluindo idolatria, orgias até o sacrifício humano inclusive de crianças. Dt.12,31
3- Quais as praticas e costumes desse povo?
“A religião dos Cananeus estava já bem estabelecida na palestina antes da Conquista de Israelita sendo muito elaborada em seus ritos e perfeitamente identificada com os interesses e as ambições de uma população agrícola. Entre suas muitas divindades, 
Baal, era o seu deus principal, o ‘Senhor da terra’ ; que também era o deus do tempo atmosférico. Astarote, mulher de Baal, era a personificação do principio reprodutivo da natureza, Istar era seu nome babilônico; seu nome grego e romano. Os templos de Baal e Asterote eram comumente próximos. Sacerdotisas eram prostitutas do temploSodomitas eram homens da mesma espécie que também agiam nos templos. O sacrifício de crianças era comum. Em escavações feitas por Macalister em Gezer, 1904-1909, foram encontradas ruínas de um ‘Lugar Alto’, que tinha sido um templo, no qual ocorria adoração de Baal e Asterote. Neste local foi encontrado uma grande quantidade de jarros contendo despojos de crianças recém-nascidas que haviam sido sacrificadas a Baal. A área inteira se revelou como sendo um cemitério de crianças. Em Megido, Jericó e Gezer as escavações revelaram que era comum o ‘sacrifício dos alicerces’: quando se ia construir uma casa, sacrificava-se uma criança cujo corpo era metido num alicerce, a fim de trazer felicidade ao resto da família.
Como se observou esse relato está em perfeita harmonia com os textos bíblicos.

Analisemos, agora, trechos de Gêneses 19, 4-9.
Versículo 4 revela a quantidade de homens ali diante da casa de Ló, e o versículo 5 revela a intenção deles com respeito aos seres que estavam na casa de Ló, 
seria no caso abuso sexual coletivo aos dois visitantes (Os anjos). Numa atitude chocante nos dias atuais, Ló oferece as próprias filhas virgens para serem estupradas. Aquela sociedade patriarcal relegavam as mulheres a um segundo plano, muitas vezes inferior e humilhante.
Tal atitude desesperadora de Ló se explica em Êxodo 22,21 que se refere à lei da hospitalidade que era sagrada, mais do que a honra de uma mulher e que agora estava sendo ameaçada pelos sodomitas.
O que levou os sodomitas a agirem de tal forma? Gêneses 13, explica: 12-Abrão ficou na terra de Canaã, e Ló foi morar nas cidades do vale. Ló foi acampando até chegar a Sodoma, 13-onde vivia 
uma gente má, que cometia pecados horríveis contra o Senhor.
Além da 
xenofobia (repulsa a estrangeiros) era um sentimento comum entre vários povos da Antiguidade e responsável por muitos atos de violência entre eles. A evidência de xenofobia dos sodomitas está evidente no versículo nove (9) quando se referem a Ló como estrangeiro e, em virtude disso os ameaça veementemente. A intenção daqueles homens era a violência coletiva, ou seja, estuprar os anjos por serem considerados 'estrangeiros' (diferentes...) Essa prática era a pior forma de 'humilhar' um homem.
Sendo assim, fica claro a real intenção dos sodomitas. Muitos pregam que existia desejo ou atração sexual dos sodomitas pelos anjos por serem formosos, ha ainda outro argumento de que os sudomitas eram homossexuais. Tal argumento se torna controverso quando 
Ló oferece suas filhas virgens para serem estupradas no lugar dos anjos. Não faz sentido Ló oferecer as filhas para homossexuais, ou faz? Queremos salientar que não havia relacionamento afetivo entre os tais e sim intenção de violência.
Existem muitas pregações que provam o desconhecimento do contexto sociocultural que envolveu tais relatos.
A pratica de abuso sexual contra estrangeiros, motivada pela xenofobia, era comum na Antiguidade. Outro relato bíblico comprova o mesmo sentimento xenofóbico. 
Trata-se de Juízes 19, uma passagem ignorada pelos teólogos, exatamente pelo paralelismo que apresenta em relação ao capitulo 19 de Gêneses. Um dos princípios da Hermenêutica consiste em se consultar passagens paralelas das Escrituras a fim de tornar trechos obscuros mais claros e compreensíveis.
Juízes 19
9 Então o homem levantou-se para partir, ele, e a sua concubina, e o seu moço; e disse-lhe seu sogro, o pai da moça: Eis que já o dia declina e a tarde já vem chegando; peço-te que aqui passes a noite; eis que o dia já vai acabando, passa aqui a noite, e que o teu coração se alegre; e amanhã de madrugada levanta-te a caminhar, e irás para a tua tenda. 10 Porém o homem não quis ali passar a noite, mas levantou-se, e partiu, e chegou até defronte de Jebus (que é Jerusalém), e com ele o par de jumentos albardados, como também a sua concubina.
11 Estando, pois, já perto de Jebus, e tendo-se já declinado muito o dia, disse o moço a seu SENHOR: Vamos agora, e retiremo-nos a esta cidade dos jebuseus, e passemos ali a noite.
12 Porém disse-lhe seu senhor: Não nos retiraremos a nenhuma cidade estranha, que não seja dos filhos de Israel; mas iremos até Gibeá. 13 Disse mais a seu moço: Vamos, e cheguemos a um daqueles lugares, e passemos a noite em Gibeá ou em Ramá.
14 Passaram, pois, adiante, e caminharam, e o sol se lhes pôs junto a Gibeá, que é cidade de Benjamim. 15 E retiraram-se para lá, para passarem a noite em Gibeá; e, entrando ele, assentou-se na praça da cidade, porque não houve quem os recolhesse em casa para ali passarem a noite. 16 E eis que um velho homem vinha à tarde do seu trabalho do campo; e era este homem da montanha de Efraim, mas peregrinava em Gibeá; eram, porém os homens deste lugar filhos de Benjamim. 17 Levantando ele, pois, os olhos, viu a este viajante na praça da cidade, e disse o ancião: Para onde vais, e donde vens? 18 E ele lhe disse: Viajamos de Belém de Judá até aos lados da montanha de Efraim, de onde sou; porquanto fui a Belém de Judá, porém agora vou à casa do SENHOR; e ninguém há que me recolha em casa,
19 Todavia temos palha e pasto para os nossos jumentos, e também pão e vinho há para mim, e para a tua serva, e para o moço que vem com os teus servos; de coisa nenhuma há falta.
20 Então disse o ancião: Paz seja contigo; tudo quanto te faltar fique ao meu cargo; tão-somente não passes a noite na praça. 21 E levou-o à sua casa, e deu pasto aos jumentos; e, lavando-se os pés, comeram e beberam. 22 Estando eles alegrando o seu coração, eis que os homens daquela cidade (homens que eram filhos de Belial) cercaram a casa, batendo à porta; e falaram ao ancião, senhor da casa, dizendo: Tira para fora o homem que entrou em tua casa, para que o conheçamos. 23 E o homem, dono da casa, saiu a eles e disse-lhes: Não, irmãos meus, ora não façais semelhante mal; já que este homem entrou em minha casa, não façais tal loucura. 24 Eis que a minha filha virgem e a concubina dele vo-las tirarei fora; humilhai-as a elas, e fazei delas o que parecer bem aos vossos olhos; porém a este homem não façais essa loucura. 25 Porém aqueles homens não o quiseram ouvir; então aquele homem pegou da sua concubina, e lha tirou para fora; e eles a conheceram e abusaram dela toda a noite até pela manhã, e, subindo a alva, a deixaram. 26 E ao romper da manhã veio a mulher, e caiu à porta da casa daquele homem, onde estava seu senhor, e ficou ali até que se fez claro.
27 E, levantando-se seu senhor pela manhã, e abrindo as portas da casa, e saindo a seguir o seu caminho, eis que a mulher, sua concubina, jazia à porta da casa, com as mãos sobre o limiar. 28 E ele lhe disse: Levanta-te, e vamo-nos, porém ela não respondeu; então, levantando-se o homem a pôs sobre o jumento, e foi para o seu lugar.
29 Chegando, pois, à sua casa, tomou um cutelo, e pegou na sua concubina, e a despedaçou com os seus ossos em doze partes; e enviou-as por todos os termos de Israel.
30 E sucedeu que cada um que via aquilo dizia: Nunca tal se fez, nem se viu desde o dia em que os filhos de Israel subiram da terra do Egito, até ao dia de hoje; ponderai isto, considerai, e falai.
O texto confirma mais uma vez a tradição sagrada da hospitalidade com estrangeiros (v.15b, v.26b, 20b), a xenofobia e a tentativa de violência sexual (v. 22b), bem como o valor secundário da mulher (v. 24 e 25).
Alguns povos do Oriente Médio violentavam publicamente seus inimigos derrotados, tanto homens quanto mulheres, a fim de humilhá-los ainda mais. As mulheres eram estupradas por serem consideradas inferiores; os homens eram abusados para serem comparados às mulheres. Nas sociedades patriarcais, não havia penalidade mais degradante a ser infligida a um homem. Outro texto bastante significante está em ( Ezequiel 16:49) ''Sodoma e as suas filhas eram orgulhosas porque tinham muita comida e viviam no conforto, sem fazer nada; porém não cuidaram dos pobres e dos necessitados. 50. Elas foram orgulhosas e teimosas e fizeram as coisas que eu detesto; por isso, eu as destruí, como você sabe muito bem''. Pastor Alexandre Feitosa.

Sodoma e Gomorra

O texto conta a história da visita de dois anjos à casa de Ló, sobrinho de Abraão o patriarca; Ló morava na cidade de Sodoma e os anjos vieram avisa-lo para que saísse imediatamente com seus familiares da cidade pois eles vieram para destruí-la devido a quantidade excessivamente alta de seus pecados; durante a visita dos anjos à casa de Ló os homens da cidade cercam a casa e querem algo com os visitantes (sexo?), os anjos fazem com que eles fiquem cegos, retiram Ló e sua esposa da cidade e em seguida a destroem.
Em Gênesis 13.13 (seis capítulos antes) é citado pela primeira vez o caráter das pessoas da cidade de Sodoma, o texto diz: “Os homens de Sodoma eram extremamente perversos e pecadores contra o Senhor”. A sentença da destruição de Sodoma já havia sido dada antes do episódio em que os Sodomitas cercaram a casa de Ló atrás dos anjos, isso está evidente no livro de Gênesis 19; Em Gênesis 18.32 Deus diz que não destruiria a cidade se ali houvesse dez pessoas justas, pois Deus nunca destrói o justo com o ímpio. Os únicos justos que realmente havia na cidade eram Ló e sua família e foram retirados antes da destruição da cidade.
No texto chave de Gênesis 19 notamos alguns pontos interessantes:
O versículo 4 nos diz que “todos os homens de toda parte da cidade cercaram a casa de Ló, dos mais jovens aos mais velhos”.
No texto os habitantes da cidade dizem a Ló: “Onde estão os homens que vieram à sua casa esta noite? Traga-os para nós aqui fora para que tenhamos relações com eles.” (19.15b). O problema aqui é em saber se “tenhamos relações” está realmente falando do ato sexual ou não; a palavra usada aqui é o vocábulo hebraico yahda, que significa literalmente “conhecer”, “saber”. Esta palavra aparece 943 vezes no Antigo Testamento e em pouquíssimas vezes ela tem conotação sexual. Um exemplo dessa palavra está no Salmo 139.1 que diz: “Senhor, tu me sondas e me conheces”. Em passagens em que tem conotação sexual, por exemplo,  está em Gênesis 19.31 que fala que as filhas de Ló nunca tinham conhecido homens.
O texto de Sodoma é bem traduzido em algumas Bíblias como: “traze-os para fora para que os conheçamos” ou seria bem traduzido como “traze-os para fora para que saibamos quem são”. Deduz-se o caso de que eles queriam abusar sexualmente dos visitantes celestiais baseando-se no pedido de Ló de oferecer suas duas filhas virgens ( e que eram noivas, ver 19.14) para que eles fizessem dela o que quisessem mas deixassem em paz os visitantes. Não seria pecado (e um tanto covarde) oferecer as filhas para serem abusadas sexualmente e ainda mais sendo elas noivas? Por que Ló fez isso?
A lei da Hospitalidade
Desde àquele período patriarcal já existia uma lei que se estende até nossos dias, essa é a lei da hospitalidade. A lei da hospitalidade era muito importante nos dias de Ló.
Fica evidente que havia esta lei naquela época pelas palavras de Ló: “Mas não façam nada a estes homens, porque se acham debaixo da proteção do meu teto”.
A nota de rodapé da Bíblia Vida Nova diz: “As leis da hospitalidade exigiam que os hóspedes estivessem a salvo enquanto permanecessem sob o teto de Ló. Os mesmos costumes vigoram ainda no oriente médio.”
A Bíblia de Estudo Almeida diz: “segundo os costumes do antigo oriente, a obrigação de proteger a vida de um hóspede era ainda mais importante que a honra de uma mulher.”
No Talmude Babilônico os rabinos dizem: " Os homens de Sodoma disseram: Porque devemos receber viajantes, que vem a nós apenas para acabar com nossa riqueza? Venham, vamos abolir a prática de hospedagem em nossa terra" (Sanhedrin 109a)
A Bíblia de Estudo NVI diz: “A antiga hospitalidade obrigava o anfitrião a proteger os hóspedes em todas as situações.”
Os Sodomitas estavam sendo inóspitos; Ló estava recebendo anjos em sua casa e deveria recebe-los bem. Neste caso o pecado seria o de estarem importunando (não importando de que maneira) os visitantes. De fato a passagem de Gênesis 19 tem um paralelo direto com o que o escritor de Hebreus diz sobre a hospitalidade: “Não se esqueçam da hospitalidade; foi praticando-a que, sem o saber, alguns acolheram anjos” (Hebreus 13.2). Jesus ao falar sobre a inospitalidade que seus seguidores encontrariam durante a pregação do evangelho citou Sodoma e Gomorra como exemplo, ele disse: “Na cidade ou povoado em que entrarem, procurem alguém digno de recebe-los, e fiquem em sua casa até partirem. Ao entrarem na casa, saúdem-na. Se a casa for digna, que a paz de vocês repouse sobre ela; se não for, que a paz retorne para vocês. Se alguém não os receber nem ouvir suas palavras, sacudam a poeira dos pés quando saírem daquela casa ou cidade. Eu lhes digo a verdade: No dia do Juízo haverá menor rigor para Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade.” (Mateus 10.11-15).
Ló então preferia que aqueles homens violentassem suas filhas (que também era pecado) a quebrar a lei da hospitalidade para com os anjos (que seria algo pior). Imagine agora que os visitantes celestes fossem mulheres, anjos femininos e não masculinos como o texto mostra, ainda assim os importunadores estariam pecando e a cidade seria destruída.



Um pensamento do teólogo e filosofo Tomas de Aquino (1225-1274 d.C). Provavelmente, influenciado, pelos escritores de Filo de Alexandria (20 a.C. – 50 d.C.) e pelas ideias de Agostinho de Hipona(345-330 d.C.). Foram os escritores de Aquino que criaram o termo “SODOMIA”. Houve uma época em que se usava esse termo para quem praticava sexo entre homens, no caso de homens heterossexuais, o sexo anal, e por último, foi aplicado aos que praticavam a zoofilia (Sexo com animais). Em virtude da grande influencia da filosofia tomista no Cristianismo, o vocábulo “sodomita” perdeu seu sentido filosófico original e passou a significar, homens que assumem o papel ativo nas relações homogenitais.